Em um período de 11 dias, o Paraná registrou seis casos de feminicídio, segundo dados do Laboratório de Estudos de Feminicídios (Lesfem) da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As vítimas tinham idades entre 5 e 53 anos.
Os crimes aconteceram em diversas cidades do estado, envolvendo homens com os quais as vítimas mantinham ou mantiveram algum relacionamento. Os dados são preliminares e podem sofrer alterações conforme novas informações surgem e as investigações avançam.
Violência de gênero como fator comum
O Lesfem destaca que todos os casos apresentam como elemento comum a violência de gênero, que está relacionada à dominação, controle e poder exercidos por homens sobre mulheres e meninas.
“Em comum, a violência de gênero que transforma meninas e mulheres em alvos do poder, do controle e da dominação masculina. Nomear corretamente essas mortes é indispensável para compreender sua dimensão, responsabilizar os autores e construir políticas efetivas de prevenção e proteção”, destacou o laboratório.
Casos registrados
Dentre as vítimas estão Glaucia Pinheiro Martins de Oliveira, de 33 anos, morta a facadas em Jandaia do Sul. Ela possuía medida protetiva contra o ex-companheiro, que é suspeito do crime. Em Maringá, Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, médica, foi assassinada com múltiplas facadas em seu apartamento, deixando um bebê de oito meses órfão.
Em Ramilândia, a menina Rebeca Yasmin Cerdan, de cinco anos, foi morta pelo próprio pai, em um caso investigado como vicaricídio e feminicídio. Em Araucária, Sebastiana Santos Fonseca, de 53 anos, foi baleada dentro de sua lanchonete. Ela era mãe de três filhos e tinha medida protetiva contra o ex-companheiro.
Em Londrina, Thaissa Gabriely de Oliveira Marques, de 21 anos, foi assassinada enquanto trabalhava em uma academia, após reagir a uma tentativa de estupro.
A sexta vítima, cuja identidade não foi divulgada, foi encontrada morta em sua casa com uma facada no pescoço. A filha da vítima encontrou o corpo, e um homem foi preso em flagrante por feminicídio e estupro.
De acordo com o laboratório, essas mulheres tinham histórias de vida e projetos, e eram filhas, mães, estudantes e trabalhadoras.
Orientações para mulheres em situação de violência
Mulheres que enfrentam situações de violência podem buscar ajuda pela Central de Atendimento à Mulher, pelo telefone 180. Em casos de risco imediato, a Polícia Militar deve ser acionada pelo número 190.




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