Polícia

Pai é preso após morte da filha de 5 anos em Ramilândia

Pai é preso após morte da filha de 5 anos em Ramilândia
Foto: Pai suspeito de matar a filha de 5 anos, asfixiada, foi levado à delegacia da PCPR e preso em flagrante. Foto: Reprodução/Tarobá

Uma menina de 5 anos foi encontrada morta em uma casa em Ramilândia, no Oeste do Paraná, na terça-feira (8). O pai, de 30 anos, foi detido em flagrante pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) e inicialmente autuado por vicaricídio, crime cometido para causar sofrimento a outra pessoa, neste caso, à mãe da criança.

Segundo a PCPR, os avós paternos da menina saíram pela manhã para fazer compras e deixaram a criança sob os cuidados do pai. Quando voltaram cerca de uma hora e meia depois, encontraram a neta caída e sem sinais vitais em um dos quartos.

Equipes de saúde confirmaram a morte e observaram marcas no pescoço da criança. Os avós confrontaram o filho após encontrarem a menina, e ele, segundo a polícia, aparentava estar sob efeito de drogas, fazendo referências religiosas e afirmando que “foi o demônio”.

Durante o interrogatório na Delegacia de Polícia de Matelândia, o pai confessou ter causado a morte da filha. Ele relatou ter consumido cocaína e maconha e disse ter usado as próprias mãos para apertar o pescoço da criança.

O homem afirmou ainda que o ato teria sido motivado para atingir emocionalmente a mãe da menina, devido a uma separação conturbada entre eles. A PCPR segue investigando e pode realizar novos interrogatórios para esclarecer completamente os fatos.

Investigação e pena

A PCPR informou que o homem negou qualquer violência sexual contra a criança e até o momento não há indícios desse tipo de agressão.

A legislação prevê pena de 20 a 40 anos de prisão para o crime de vicaricídio, podendo aumentar de um terço até a metade, alcançando até 60 anos em casos extremos.

O suspeito permanece preso e sob custódia da Polícia Penal do Paraná enquanto a investigação continua para elucidar todas as circunstâncias do caso.

Leia também

Deixe seu comentário

Seu e-mail não será publicado. Comentários passam por moderação.