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Padrinhos suspeitos são presos após bebê de quatro meses ser encontrado morto em Ponta Grossa

Padrinhos suspeitos são presos após bebê de quatro meses ser encontrado morto em Ponta Grossa
Foto: Bebê foi encontrado morto em Ponta Grossa. Foto: aRede

Os padrinhos de um bebê de quatro meses que foi encontrado morto na manhã do domingo, 23, em Ponta Grossa, no Paraná, foram presos em flagrante suspeitos de homicídio qualificado. A necropsia apontou que a causa da morte foi asfixia físico-química.

De acordo com o delegado da Polícia Civil de Palmeira, Lucas Faria, os pais do bebê estavam reunidos com os padrinhos na casa destes quando decidiram sair para uma festa em Ponta Grossa, deixando a criança sob os cuidados do casal, que aceitou a responsabilidade mediante pagamento.

Ao retornarem, os pais encontraram o bebê já sem vida. O padrinho teria afirmado que a criança estava dormindo bem, mas os registros médicos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) indicam que a morte ocorreu durante a madrugada.

“Quando os pais chegaram, se depararam com o bebê sem vida. O padrinho afirmou que a criança estava dormindo, mas os documentos do SAMU mostram que a morte ocorreu durante a madrugada, não podendo ser afirmado que estava tudo bem quando os pais chegaram”, explicou Lucas Faria.

O delegado também destacou que os padrinhos assumiram o risco ao cuidar da criança e dormiram durante toda a noite sem verificar o estado do bebê. Para a autoridade policial, essa conduta configura dolo eventual, já que eles estavam cientes da responsabilidade.

“Eles assumiram o papel de cuidadores da criança e admitiram que dormiram toda a noite sem verificar o bebê. Isso configura dolo eventual, pois aceitaram o risco de não monitorar a criança”, afirmou Lucas Faria.

Os celulares dos padrinhos foram apreendidos para investigação. Já os pais do bebê foram liberados. A prisão em flagrante dos padrinhos foi ratificada como homicídio qualificado por asfixia, e a Polícia Civil solicitou a conversão da prisão em flagrante para prisão preventiva.

“Ambos estavam na posição de garantidores e assumiram o risco que resultou na morte do bebê, o que levou à prisão por homicídio qualificado por asfixia cruel durante a madrugada”, finalizou o delegado.

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