Amanda Maria Souza de Oliveira, de 38 anos, acusada de fingir ter 12 anos para enganar uma família em Joinville, Santa Catarina, participou por videoconferência de uma audiência de instrução e julgamento nesta quarta-feira (19/8). A sentença deve ser divulgada em até cinco dias.
Na audiência, foram ouvidas as vítimas, a família que acolheu Amanda, além de testemunhas de acusação e peritos técnicos, incluindo um psiquiatra e uma psicóloga. Também ocorreu o interrogatório da acusada.
Tanto o Ministério Público quanto a defesa apresentaram alegações finais. O MP pediu a condenação de Amanda, enquanto os advogados Sarita Henrique de Paiva e Lúcio Sousa pediram a absolvição.
A defesa solicitou a revogação da prisão preventiva, pedido que foi contrário ao Ministério Público. O juiz decidirá sobre este pedido junto com a sentença, cuja decisão sai em até cinco dias.
Amanda está presa preventivamente desde 2 de junho, tendo completado 38 anos em 10 de junho enquanto estava detida.
A acusação aponta crimes de falsa identidade e estelionato. Segundo a investigação, Amanda teria se apresentado inicialmente como Gabriele, com 18 anos, e afirmado experiência em panificação, recebendo abrigo em uma casa por cerca de 14 meses.
Com o tempo, passou a dizer ter 11 anos e relatou ter sido vítima de abusos, recebendo tratamento de filha pela família que a acolheu. Um pastor local foi intermediário nessa aproximação.
As suspeitas surgiram no fim de maio após uma tia dos moradores identificar casos semelhantes envolvendo Amanda em outras cidades. A família procurou as autoridades.
Em depoimento, Amanda admitiu ter aplicado golpes parecidos em Curitiba, Nova Iguaçu, e municípios de Minas Gerais, Goiás e Ceará.




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