Maria Luiza Pereira, diarista de Belo Horizonte (MG), foi uma das sobreviventes do acidente de ônibus que deixou 10 mortos na BR-040, em Petrópolis, Região Serrana do Rio de Janeiro. Entre as vítimas estavam sua filha, Lavínia, de 7 anos, e sua irmã, Priscila, de 33 anos. Elas morreram abraçadas durante o tombamento do veículo.
De acordo com Maria Luiza, o acidente aconteceu por volta das 4h30 do domingo, 16 de agosto. Ela contou que a filha chegou a pedir ajuda, mas não conseguiu alcançá-la e orientou que ela se abraçasse à tia. O ônibus seguia em alta velocidade antes de tombar, e o guia do grupo afirmou que a velocidade era normal, prometendo que chegariam a tempo de ver o pôr do sol.
Maria Luiza relatou ainda que não conseguiu dormir após a tragédia e que estava viajando com seus quatro filhos para passar alguns dias no Rio de Janeiro.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) informou que o ônibus registrado em nome da Dinna Elles Turismo tinha sido vendido para a PIT Tur Transportes Ltda., mas nenhuma das empresas estava autorizada pela agência para realizar o transporte. Além disso, o coletivo apresentava um adesivo da ANTT em nome da empresa Samara, que também não possuía habilitação.
A ANTT também afirmou não ter encontrado registro da empresa Estrela Guia Turismo, apontada como responsável pela viagem e venda dos pacotes. Em nota, a Estrela Guia Turismo lamentou o acidente, expressou solidariedade às vítimas, ofereceu suporte às famílias envolvidas e afirmou colaboração nas investigações. O advogado da empresa informou que não haverá manifestações públicas sobre o caso.




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