Paraná

Ministro do STF quer punição criminal para Deltan pelo vazamento de dados

Ministro do STF quer punição criminal para Deltan pelo vazamento de dados
Foto: Candidato ao Senado no Paraná, Deltan Dallagnol expôs dados pessoais do ministro do STF Cristiano Zanin ao fazer defesa da sua elegibilidade na Justiça Eleitoral. (Fotos: Fábio Rodrigues-Pozzebom e Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Deltan Dallagnol, candidato ao Senado pelo Novo no Paraná, anexou documentos sigilosos com dados fiscais e bancários do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin e de sua esposa em sua defesa na Justiça Eleitoral. Isso gerou um pedido de responsabilização criminal por Zanin.

O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) deu 24 horas para que Deltan se justifique sobre o vazamento dos documentos. O presidente do tribunal, desembargador Luciano Carrasco Falavinha Souza, determinou que os documentos sejam mantidos em sigilo para proteger a privacidade do ministro.

Os documentos foram obtidos originalmente durante a Operação Lava Jato, em 2019, quando Zanin atuava como advogado. Apesar da quebra dos sigilos ter sido autorizada na época, o Supremo Tribunal Federal anulou essa medida posteriormente, invalidando os documentos.

Deltan afirmou que não teve a intenção de expor os dados pessoais do ministro. Sua defesa alegou que os documentos foram apresentados para garantir transparência e plena defesa em um processo disciplinar iniciado pelo próprio Zanin contra Deltan e outros membros da força-tarefa da Lava Jato.

Cristiano Zanin solicitou à Justiça Eleitoral e às autoridades do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a responsabilização dos envolvidos, inclusive na esfera criminal.

O caso está sendo analisado pelo Ministério Público e a decisão sobre o registro da candidatura de Deltan Dallagnol deve ocorrer na próxima semana.

A controvérsia ocorre em meio a disputa judicial sobre a elegibilidade de Deltan, que teve seu mandato de deputado federal cassado pelo TSE em 2023 devido a questões relacionadas à sua saída do cargo de procurador da República enquanto respondia a processos disciplinares.

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