Estela Aranha, ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), solicitou nesta sexta-feira (21) um prazo maior para avaliar a decisão que suspendeu a divulgação da pesquisa da AtlasIntel/Bloomberg, divulgada em 19 de maio. O levantamento indicava uma queda nas intenções de voto para o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Antes, a ministra já havia solicitado vista no processo para aprofundar a análise. O pedido ocorreu após o presidente do TSE e ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes, suspender a pesquisa temporariamente. Agora, o plenário do TSE vai decidir se mantém ou não essa suspensão.
O Partido Liberal (PL) pediu a suspensão da pesquisa, alegando que o questionário foi elaborado de forma a induzir o eleitorado contra Flávio Bolsonaro. O levantamento foi questionado especialmente pela sequência das perguntas e pelo uso de termos que poderiam influenciar negativamente as respostas.
O relator do processo no TSE destacou que há indícios relevantes de comprometimento da metodologia da pesquisa, não se tratando apenas de discordância quanto à forma como foi realizada, mas sim de possíveis tentativas de indução do entrevistado.
A decisão provisória do presidente do TSE levou em consideração essas suspeitas para garantir a transparência e a lisura do processo eleitoral, assegurando que o caso seja melhor avaliado antes da divulgação de resultados que possam influenciar a eleição.
Na pesquisa realizada em abril, Flávio Bolsonaro e Lula estavam tecnicamente empatados em uma simulação de segundo turno. A nova pesquisa, no entanto, mostrou Lula com 48,9% e Flávio Bolsonaro com 41,8%, apontando uma queda significativa para o senador.




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