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Milei se afasta de ex-assessor preso e acusa Lula sem provas

Milei se afasta de ex-assessor preso e acusa Lula sem provas
Foto: Tomas Cuesta/Getty Images

O presidente da Argentina, Javier Milei, falou pela primeira vez, neste sábado (22/8), sobre a prisão de seu ex-assessor Fernando Cerimedo, acusado de ordenar a morte da companheira na Bolívia.

Milei tentou se afastar do marqueteiro argentino que participou de sua campanha vitoriosa nas eleições de 2023. “Você sabe quantas pessoas se envolvem na política, indo e vindo o tempo todo. […] Cerimedo é alguém que não faz parte do grupo, não tem nenhum vínculo conosco. Nos desvinculamos em 2023”, disse o presidente em entrevista à rádio Mitre, da Argentina.

Sem apresentar provas, Milei sugeriu que a acusação contra Cerimedo poderia estar ligada a uma suposta “quadrilha de [deputada argentina Marcela Pagano], Franco Bindi, Evo Morales, Castro-Chavismo, Lula“. “Tudo faz parte da mesma rede”, afirmou o argentino.

Na mesma entrevista, Milei comentou sobre a polêmica envolvendo a venda de carne de burro na Argentina e atribuiu a divulgação da notícia a um “estudante de publicidade da equipe de Lula“. “Um dos que criou essa história de que na Argentina se come carne de burro, uma mentira, foi um estudante de publicidade na Argentina, que é brasileiro e faz parte da equipe de Lula“, alegou o presidente argentino.

Em ligação com o Brasil, o nome de Cerimedo ganhou repercussão após as eleições de 2022. O argentino, fundador do “La Derecha Diario”, realizou uma transmissão ao vivo na qual divulgou informações falsas sobre o processo eleitoral brasileiro e afirmou ter documentos comprovando fraude. Na época, a live foi compartilhada por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e chegou a ser utilizada por um general do Exército brasileiro para alegar fraude nas urnas eletrônicas.

A Polícia Federal (PF) investigou o caso e indiciou Cerimedo no inquérito que apurou a tentativa de golpe de Estado. No entanto, a Procuradoria-Geral da República (PGR) considerou que a investigação não comprovou se Cerimedo atuava com o grupo na tentativa de golpe ou apenas buscava engajamento virtual, e ele não foi denunciado neste inquérito.

Em julho deste ano, o argentino voltou a questionar a confiabilidade das urnas eletrônicas e do processo eleitoral brasileiro em uma transmissão ao vivo feita com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).

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