O presidente da Argentina, Javier Milei, voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), chamando-o de “ladrão” e “corrupto”. Neste domingo (2/8), Milei reforçou as críticas feitas durante sua visita ao Brasil, questionando as decisões judiciais que anularam as condenações de Lula na Operação Lava Jato. “Ele é um ladrão, um corrupto. Não é inocente. Foi liberado por uma falha no processo jurídico”, afirmou o argentino em entrevista à emissora argentina LN+.
Milei descartou as críticas do governo brasileiro a seu discurso na convenção do Partido Liberal, que confirmou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ele, suas palavras foram espontâneas, sem intenção política: “Agressivo é roubar. Chamar um ladrão de ladrão é muito menos grave do que o próprio roubo”.
As declarações de Milei acontecem em um momento de tensão diplomática entre Brasil e Argentina, provocada pela participação dele em um evento do Partido Liberal em São Paulo, onde declarou apoio a Flávio Bolsonaro. No dia 25 de julho, Milei compartilhou o palanque com o candidato e afirmou que confia em sua capacidade para conter o socialismo no Brasil. “Eu creio que somente Flávio pode parar Lula e trazer uma verdadeira mudança para todos os brasileiros. Confio plenamente em Flávio Bolsonaro para enfrentar as organizações criminosas e o tráfico de drogas”, declarou o argentino.
Em resposta às críticas feitas por Milei, a Federação Argentina de Municípios (FAM) repudiou os ataques contra Lula e pediu desculpas ao povo brasileiro. Em comunicado divulgado em 27 de julho, a entidade representativa dos municípios argentinos classificou as palavras do presidente argentino como uma “inaceitável falta de respeito” que envergonha a Argentina e prejudica a relação de amizade entre os dois países. “Mais uma vez, o presidente Milei traz vergonha, desta vez para o Brasil, nação irmã com a qual a Argentina mantém uma relação baseada no respeito e cooperação”, afirmou o texto.




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