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Centrão opta por neutralidade para manter palanques estaduais

Centrão opta por neutralidade para manter palanques estaduais
Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados Andressa Anholete/Agência Senado União Brasil/Reprodução

Os principais partidos do Centrão, MDB, PP e União Brasil, decidiram adotar uma posição neutra nas eleições presidenciais de 2026, em acordo com as diretrizes de seus diretórios estaduais. A decisão foi tomada após a convenção nacional dessas siglas, que escolheram não apoiar nenhum dos candidatos ao Planalto neste pleito.

Para o MDB, esta será a primeira vez em 20 anos que o partido chega a uma eleição presidencial sem lançar uma candidatura própria ou integrar a chapa de outra legenda. A última vez em que o partido optou pela neutralidade foi em 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva buscava sua primeira reeleição e derrotou Geraldo Alckmin, do PSDB. Em eleições posteriores, o MDB participou das chapas com candidatos de outros partidos ou lançou sua própria candidatura.

No caso do PP e do União Brasil, a neutralidade é motivada por um impasse político. As lideranças desses partidos possuem forte influência em estados tradicionalmente controlados pelo PT. Apoiar o candidato do PL, liderado por Flávio Bolsonaro (RJ), poderia comprometer as chances nas disputas para governos estaduais e para o Senado nessas regiões.

Essa decisão também impactou a composição das chapas. A neutralidade do PP impediu a senadora Tereza Cristina de integrar a chapa do bolsonarismo como vice.

O senador Ciro Nogueira, filiado ao PP pelo Piauí, é um dos nomes envolvidos na estratégia do partido. Dados recentes mostram que o estado é um reduto favorável ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que lidera as intenções de voto com ampla vantagem sobre Flávio Bolsonaro nos dois turnos.

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