O presidente da Argentina, Javier Milei, informou nesta quinta-feira (3/9) que vai acelerar as punições contra empresas que extraem petróleo nas Ilhas Malvinas sem autorização do governo argentino.
Em discurso à nação, Milei destacou a reivindicação argentina sobre as ilhas, que estão sob controle do Reino Unido, e avisou que as companhias que atuarem ilegalmente na região sofrerão medidas legais.
Ele afirmou que vai assinar um decreto para agilizar a aplicação das leis argentinas contra essas empresas. “Quero deixar claro para o mundo a posição da Argentina. As Ilhas Malvinas pertencem ao país por história e por direito. Isso não é assunto para debate”, declarou o presidente.
Milei ressaltou que o arquipélago faz parte do território argentino desde a formação da nação e lembrou a ocupação britânica em 1833, quando, segundo o governo argentino, autoridades locais foram expulsas e o Reino Unido assumiu o controle.
A Argentina considera ilegal a exploração dos recursos naturais nas ilhas sem seu consentimento. Já o Reino Unido administra as Malvinas e defende o direito dos moradores locais de decidir seu futuro político.
A extração de petróleo é central na disputa, dada a possibilidade de grandes reservas na região.
A questão das Malvinas também ganhou destaque na Copa do Mundo de 2026, após a vitória da Argentina sobre a Inglaterra. Jogadores argentinos exibiram uma faixa com a mensagem “As Malvinas são argentinas”, o que levou à abertura de uma investigação pela Fifa.
O pronunciamento de Milei vem depois de declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse estar reavaliando a posição histórica dos EUA sobre a disputa das Malvinas.
Milei interpretou esse sinal como uma possível mudança internacional favorável à Argentina. “Ventos de mudança estão soprando ao redor do mundo” em relação à reivindicação argentina, comentou. Ele acrescentou que os Estados Unidos veem a Argentina como um parceiro confiável e estrategicamente importante, que poderá ser um aliado valioso nas próximas décadas.




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