A médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, foi vítima de feminicídio em Maringá, no Noroeste do Paraná. Segundo o laudo de autópsia divulgado pela delegada Paloma Batista, responsável pela investigação, ela foi atingida por 14 golpes de faca pelas costas e sofreu esganadura.
O exame identificou ainda hematomas nos dois punhos e escoriações no pescoço. Apesar da constrição manual, a causa da morte foi hemorragia aguda provocada pelos ferimentos das facadas.
O laudo mostra que a localização dos ferimentos reforça que Gassi Mazia foi esfaqueada pelas costas, o que é um dado importante para a investigação da dinâmica do crime.
A Polícia Civil segue analisando os resultados da perícia junto a outros elementos coletados para esclarecer como o ataque ocorreu.
Gassi foi encontrada morta no apartamento onde morava em 5 de setembro. O companheiro dela, um advogado de 25 anos, é apontado como suspeito do crime. Ele atuava como assessor jurídico na Procuradoria-Geral de Marialva e teve o registro profissional suspenso por 90 dias pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
Relacionamento conturbado com ciúmes
Depoimentos coletados pela polícia revelam que o casal vivia uma relação com altos e baixos, marcada por ciúmes. Eles estavam separados desde maio, mas tentavam reatar o relacionamento.
Após o crime, o suspeito teria confessado o feminicídio para um familiar em Mandaguari.
Suspeito deixou hospital e está preso preventivamente
O homem esteve internado no Hospital Universitário de Maringá para tratar ferimentos no pescoço, sob escolta policial. Após receber alta, foi encaminhado ao sistema prisional, onde permanece preso preventivamente à disposição da Justiça.
A Polícia Civil continua reunindo depoimentos e perícias para finalizar o inquérito.




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