Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência, afirmou nesta segunda-feira (31/8) que o desempenho do candidato no Sudeste está inferior ao registrado por Jair Bolsonaro em 2022. De acordo com o senador, este é um motivo para concentrar esforços especiais na região durante a reta final do primeiro turno.
No Nordeste, Marinho reconheceu a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas apontou que a diferença entre os candidatos será menor do que em quatro anos atrás. O Sudeste e o Nordeste concentram grande parte dos eleitores do Brasil e têm pautas distintas dentro da campanha de Flávio Bolsonaro.
Em evento promovido pelo BTG Pactual, Marinho destacou que o Sudeste representa cerca de 42% dos eleitores brasileiros, incluindo estados como São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, os maiores colégios eleitorais do país. Ele afirmou que a região exige cuidado especial para que a população compreenda as diferenças entre os governos anteriores.
A campanha planeja intensificar a presença no Sudeste nas próximas semanas, com o candidato percorrendo as principais cidades desde o início da disputa. Em São Paulo, a estratégia inclui o apoio aos palanques do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e do prefeito Ricardo Nunes (MDB). No Rio de Janeiro, onde a família Bolsonaro tem forte ligação política, Flávio tem reservado espaço para apoiar a chapa estadual do PL.
Quanto ao Nordeste, onde moram cerca de 27% dos eleitores, Marinho admitiu a liderança de Lula, mas afirmou que a vantagem será menor do que na eleição passada. Na recente pesquisa Datafolha, Lula aparecia com 53% da intenção de voto na região, contra 25% de Flávio Bolsonaro.
Na última semana, Flávio Bolsonaro visitou Alagoas, passando por cidades como Maceió e Arapiraca, onde se reuniu com candidatos locais e empresários, além de participar de eventos religiosos. Ceará, Pernambuco e Bahia também fazem parte do roteiro da campanha.
Marinho atribuiu a vantagem de Lula no Nordeste a fatores econômicos, mencionando uma “maior concentração de pessoas fragilizadas”. O senador criticou a percepção criada pelo petista sobre o consumo de alimentos, argumentando que muitas famílias se sentem enganadas ao perceber que, apesar de alguma melhora no poder de compra, a quantidade de alimentos levada para casa diminuiu.
Além disso, Marinho criticou políticas do governo atual, incluindo a política fiscal, decisões do Judiciário e propostas apoiadas pelo Planalto. Ele afirmou que a vitória de Flávio Bolsonaro representaria o principal ajuste fiscal possível para o país e destacou a importância de retirar o PT do poder para promover mudanças.




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