O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado, comparou a investigação sobre o uso de emendas parlamentares pela produção do filme Dark Horse com o Inquérito das Fake News, aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) em 2019. Para ele, o inquérito conduzido pelo ministro Flávio Dino pode se transformar em um “novo monstro”.
Marinho afirmou, em entrevista no Senado, que a apuração corre o risco de ser usada como uma “espada na cabeça do Parlamento brasileiro” e criticou o alcance da investigação, considerando-a exagerada.
O senador também classificou o inquérito 4.781 como uma “espada na cabeça da sociedade brasileira”.
O Inquérito das Fake News foi instaurado em março de 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, com o objetivo de investigar notícias falsas e ataques contra membros da Corte. Alexandre de Moraes foi o relator por mais de sete anos, até ser substituído pelo presidente do STF, Edson Fachin, em setembro de 2023. A relatoria foi devolvida à presidência da Corte para análise inicial e encaminhamento à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A investigação criticada por Marinho foi iniciada pela PF, a partir de decisão do ministro Flávio Dino, para apurar o uso de recursos de emendas parlamentares destinados a entidades ligadas à produção do filme Dark Horse, que trata da trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Entre os deputados citados está Mario Frias (PL-SP), produtor-executivo e roteirista do filme.
Em setembro de 2023, o ministro Flávio Dino autorizou a Operação Make Up, na qual a PF cumpriu 49 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em três estados. Entre os alvos estavam Frias e Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora do filme. A PF investiga supostos desvios de R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil, presidido por Karina.
Documentos da investigação mostram rastreamento de repasses entre empresas e a Go Up, além de coincidência temporal entre movimentações financeiras e período de gravação do longa. Frias nega que suas emendas tenham financiado o filme.
Paralelamente, outra investigação acompanha o financiamento do filme, envolvendo um inquérito que teve como relator original o ministro André Mendonça. A PF apura repasses de R$ 61 milhões feitos por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para o projeto e o destino dos recursos.
O senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) foi incluído como investigado nesse segundo procedimento em julho de 2023.




Deixe seu comentário