Faltando 45 dias para o primeiro turno das eleições presidenciais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) adotam uma estratégia de evitar debates e sabatinas com a mídia tradicional que possuem grande alcance.
O grupo de Lula informou que o presidente não deve comparecer ao primeiro debate promovido pela TV Bandeirantes, neste domingo (23/8), para se resguardar de ataques dos adversários. Como único candidato da esquerda entre os favoritos, a campanha busca preservar sua imagem evitando confrontos diretos antecipados.
A TV Bandeirantes convidou os candidatos mais bem posicionados nas pesquisas, além de outros concorrentes como o fundador do Movimento Brasil Livre, Renan Santos (Missão); o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD); o escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante); e o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
De acordo com a legislação eleitoral, apenas candidatos de partidos com pelo menos cinco representantes no Congresso Nacional são obrigatoriamente convidados para debates. Embora o partido Novo tenha começado com três deputados federais, atualmente conta com cinco deputados e um senador, justificando o convite a Romeu Zema. Já o partido Missão possui apenas um deputado, não sendo obrigado a receber convite.
Quanto a Flávio Bolsonaro, sua campanha decidiu que o senador participará de debates apenas se Lula também estiver presente. A estratégia busca evitar desgastes antecipados, visto que a presença dos dois pode aumentar os ataques direcionados a eles pelos demais candidatos.
Segundo o coordenador da campanha de Flávio, o senador Rogério Marinho (PL-RN), essa é a posição oficial, que prioriza a proteção do candidato diante do cenário de críticas intensas.
Em resumo, ambas as campanhas avaliam que os debates apresentam riscos de desgaste, apesar de serem oportunidades para exposição. Inicialmente, a campanha de Flávio planejava participação total, mas reconsiderou devido ao aumento de ataques. A equipe de Lula, por sua vez, busca evitar que o presidente se torne o principal alvo, planejando sua presença apenas no debate da TV Globo, previsto para 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno.




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