O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu nesta segunda-feira (31/8) alguns dos principais empresários e banqueiros do país para um jantar fechado no Palácio da Alvorada, em Brasília.
Quatro dias antes, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), concorrente na disputa presidencial, também promoveu um encontro semelhante em São Paulo, reunindo representantes do mercado financeiro e de grandes empresas.
Ambas as campanhas estão focadas em conquistar a atenção do setor produtivo, importante para ampliar o diálogo sobre temas como dívida pública, juros, regras fiscais, investimentos e crescimento econômico.
No encontro com Lula, estiveram presentes dezesseis empresários, além de membros da equipe econômica, dirigentes dos principais bancos públicos e o presidente do PT, Edinho Silva. O objetivo é reduzir a resistência do setor diante do controle das contas públicas e fortalecer o relacionamento com investidores e líderes empresariais.
A aproximação também visa melhorar o desempenho eleitoral do presidente entre eleitores de maior renda, segmento no qual Flávio Bolsonaro apresenta vantagem segundo pesquisas recentes. Um levantamento divulgado pelo BTG/Nexus em 24 de agosto aponta que, em um provável segundo turno, o senador lidera entre eleitores com renda familiar de dois a cinco salários mínimos, com 49% contra 42% de Lula, e entre aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos, com 53% contra 41%.
Do lado de Flávio Bolsonaro, o senador promoveu no dia 27 de agosto um jantar na casa de um sócio da QMS Capital, em São Paulo, reunindo pelo menos 14 empresários e executivos, entre eles líderes do Bradesco, Grupo Votorantim, Santander, Itaú, Nubank e Gerdau. Ele esteve acompanhado por Daniella Marques, responsável pela área econômica de sua campanha e ex-presidente da Caixa Econômica Federal no governo anterior.
Durante o encontro, apresentou pontos de seu projeto econômico e respondeu dúvidas sobre um possível governo, comprometendo-se a proteger a área econômica de pressões políticas e a substituir o atual marco fiscal por um mecanismo similar ao teto de gastos.
Para Lula, a questão fiscal foi um dos principais temas abordados na reunião, devido às preocupações dos empresários sobre o crescimento da dívida pública. O presidente afirmou em entrevista recente que uma dívida equivalente a cerca de 80% do PIB não é motivo imediato de preocupação, mas garantiu o compromisso da equipe com a responsabilidade fiscal.




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