Benjamin Netanyahu visitou o Monte Hermon, na Síria, e declarou que Israel tem um controle sem precedentes sobre várias áreas da região. A visita aconteceu na quarta-feira (9/9).
Durante a visita, Netanyahu afirmou que as Forças de Defesa de Israel (FDI) controlam toda a área do Monte Hermon até o rio Yarmouk e o mar Mediterrâneo. Desde dezembro de 2024, após a queda de Bashar al-Assad, as tropas israelenses aumentaram sua presença na região, incluindo a zona tampão sob patrulha da Organização das Nações Unidas (ONU), localizada na parte síria do Monte Hermon, próximo à fronteira com o Líbano.
As tropas israelenses também mantêm presença nas Colinas de Golã desde 1967, após a Guerra dos Seis Dias, área cuja ocupação é rejeitada pela maioria da comunidade internacional. Israel justifica essa ocupação como uma medida de defesa, para prevenir ataques de grupos armados na região.
Netanyahu declarou que ainda há trabalho a fazer para garantir a segurança, citando como prioridade a derrota do regime iraniano, que apoia grupos aliados na Síria. A Síria integra o chamado Eixo da Resistência, alinhado ao Irã.
O governo sírio condenou a invasão de Netanyahu e classificou sua entrada no território ocupado como uma provocação e violação do direito internacional, em comunicado oficial do Ministério das Relações Exteriores. A nota alerta para o aumento do risco e da instabilidade na região devido às ações israelenses.
Embora a administração síria esteja buscando maior aproximação com o Ocidente e se afastando do Irã, Israel segue realizando ataques esporádicos após a ascensão de Ahmed al-Sharaa ao poder na Síria.
Recentemente, as FDI bombardearam uma base no noroeste da Síria alegando que o local poderia servir às tropas da Turquia, mas o governo israelense não apresentou provas para essas acusações.




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