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Homem é condenado a quase 40 anos por matar ex em parque de Goiânia

Homem é condenado a quase 40 anos por matar ex em parque de Goiânia
Foto: Divulgação/PMGO

GoiâniaJohnatan Rodrigues Barbosa foi condenado a 38 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio da ex-companheira Cleidslane Henrique de Oliveira. A pena deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.

O julgamento aconteceu na quarta-feira (2/9), na 2ª Vara Criminal de Crimes Dolosos contra a Vida e Tribunal do Júri de Goiânia.

O crime ocorreu em 18 de novembro de 2025, no Bosque dos Buritis, no Setor Oeste, na capital goiana. Cleidslane, de 41 anos, foi morta com uma facada no tórax enquanto trabalhava no local.

De acordo com o Ministério Público de Goiás (MPGO), Johnatan e Cleidslane tiveram um relacionamento por cerca de oito meses. Durante esse período, ele apresentava comportamento controlador e ciumento, chegando a impor restrições às roupas da companheira.

O casal também discutia as despesas da casa, já que Johnatan não ajudava nos pagamentos, o que provocou o corte dos serviços de água e energia elétrica.

Dois meses antes do crime, Cleidslane decidiu terminar o relacionamento e passou a cobrar dívidas do ex-companheiro.

Segundo as investigações, inconformado com o fim da relação, Johnatan foi até o local de trabalho da ex no dia do crime. Ele esteve nas proximidades, cumprimentou um colega de Cleidslane e depois voltou, atacando-a com uma facada no tórax enquanto ela trabalhava. A vítima morreu devido ao ferimento.

O MPGO afirmou que o crime foi motivado pela condição de mulher da vítima e ocorreu num contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, o agressor aproveitou um momento em que a vítima estava concentrada no trabalho para dificultar a defesa dela.

Durante o julgamento, a defesa tentou desclassificar o crime de feminicídio para homicídio, mas o Conselho de Sentença reconheceu o crime como feminicídio e confirmou a autoria.

O juiz Lourival Machado da Costa destacou a alta culpabilidade do réu, o fato de o crime ter sido cometido durante o dia e no local de trabalho da vítima, e que Johnatan fingiu intenções antes do ataque. O histórico agressivo e a violência psicológica durante o relacionamento também foram considerados na sentença.

A pena-base foi fixada em 23 anos. Apesar da confissão ser considerada atenuante, foram adicionados mais 15 anos devido às qualificadoras do crime.

A vítima deixou um filho adolescente de 15 anos, que ficou sem a mãe e dependia dela para o sustento.

Johnatan estava preso preventivamente desde o início do processo e começará a cumprir a pena imediatamente, independentemente de recursos, conforme decisão judicial.

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