A morte de Murilo Dias, um adolescente de 15 anos baleado durante uma ação da Guarda Municipal de Londrina na noite de 31 de julho, está cercada de dúvidas após depoimentos contraditórios e novas evidências surgirem.
O agente responsável pelo disparo afirmou ter visto o jovem acessar uma arma dentro de uma Fiat Toro no Centro de Londrina, após o veículo colidir com um poste. O guarda declarou que a equipe ordenou que o adolescente largasse o suposto armamento antes de efetuar os tiros.
No entanto, a versão do pai de Murilo Dias é diferente. Segundo ele, o filho sofreu uma crise de epilepsia durante a abordagem policial, fato que também é confirmado por imagens obtidas pela polícia.
Uma testemunha que presenciou a ocorrência contou que não viu movimentação dentro da caminhonete que confirmasse o relato do guarda. Segundo essa pessoa, o agente apontou a arma para o adolescente já baleado e no chão, tentando acalmá-lo enquanto aguardava socorro.
As gravações das câmeras de segurança do Colégio Ética, onde o adolescente estudava, mostram claramente Murilo passando por uma crise epiléptica poucas horas antes da abordagem da Guarda Municipal. Nos vídeos, colegas se aproximam para ajudar o jovem que cai da cadeira e foi levado para a enfermaria da escola.
A Polícia Civil está analisando todas as provas, incluindo depoimentos, imagens das câmeras corporais dos agentes e laudos periciais, para entender o que realmente aconteceu. A investigação também busca determinar se a crise médica de Murilo pode ter sido interpretada pelos guardas como uma ameaça ou reação durante a ação.




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