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Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para escolher substituto de Castro no Senado

Flávio Bolsonaro enfrenta dificuldade para escolher substituto de Castro no Senado

A duas semanas do início das convenções partidárias, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, enfrenta desafios para fechar o palanque no Rio de Janeiro, seu principal reduto eleitoral.

Na última terça-feira (7/7), o ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), apontado para concorrer ao Senado pela chapa ligada a Flávio, foi alvo de uma operação da Polícia Federal que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.

Embora o mandado fosse para busca e apreensão, Canella foi preso em flagrante por posse ilegal de arma. Essa situação enfraquece o grupo político de Flávio Bolsonaro no estado e torna a candidatura de Canella inviável, segundo membros do PL. A indicação dele havia sido mantida devido à aliança entre PL e a federação União Progressista, da qual Canella é presidente no Rio de Janeiro.

Diante desse cenário, aliados do PL sugerem que o União Brasil apresente outro nome para concorrer ao Senado. A decisão final, porém, está nas mãos do partido.

A federação União Brasil e PP também enfrenta dificuldades por causa da operação, mas aguarda uma posição do ex-prefeito sobre o caso.

Desde o início do ano, Flávio Bolsonaro enfrenta uma série de obstáculos na formação de sua chapa no estado. O acordo inicial indicava o deputado estadual Douglas Ruas (PL) como candidato ao governo, o ex-prefeito de Nova Iguaçu Rogério Lisboa (PP) como vice, e as duas vagas ao Senado para o então governador Cláudio Castro (PL) e Márcio Canella.

Após investigações da Polícia Federal, Cláudio Castro desistiu de disputar o Senado para se dedicar à defesa. A escolha do substituto, que estava entre os deputados federais Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ainda não foi definida.

O deputado Sóstenes Cavalcante perdeu forças depois de ser alvo de investigação da PF relacionada a desvios em emendas parlamentares. Já o líder do PL no Senado, Carlos Portinho, intensificou articulações internas e passou a ser cotado para a vaga.

Flávio Bolsonaro adiou o anúncio do candidato ao Senado, alegando a necessidade de conversar com seu pai, Jair Bolsonaro, e sua viagem aos Estados Unidos interrompeu as negociações.

Aliados do senador avaliam que a demora na definição da chapa prejudica o fortalecimento do palanque estadual e a organização da campanha dos aliados. Com a operação contra Márcio Canella, a situação se tornou ainda mais delicada às vésperas das convenções.

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