O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), participou do desfile cívico-militar realizado na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, que celebrou o 204º aniversário da Independência do Brasil neste 7 de Setembro.
Apesar das tensões internas na corte, geradas por recentes acusações e pedidos de investigação entre os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes, Fachin esteve presente no evento, ao contrário dos dois ministros envolvidos no conflito, que não compareceram.
Fachin chegou acompanhado de autoridades como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), todos acompanhados de suas esposas.
No ano anterior, alguns membros do STF optaram por não participar do desfile devido ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro. Na ocasião, essa ausência foi interpretada como uma tentativa de evitar a politização da corte.
A participação de Fachin acontece em meio a um embate público entre Alexandre de Moraes e André Mendonça, desencadeado após a divulgação de informações sobre o Banco Master, provenientes de inquéritos da Polícia Federal. Entre as informações divulgadas, estariam mensagens que indicam uma possível rede de favorecimento envolvendo Moraes e o ex-controlador do banco, Daniel Vorcaro.
Na última sexta-feira (4), o ministro Edson Fachin estabeleceu um prazo de cinco dias para que Moraes e Mendonça se manifestem sobre as trocas de acusações. Também convocou o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, para prestarem esclarecimentos.
Fachin decidiu que o pedido de investigação feito por Moraes contra Mendonça será tratado fora do inquérito das fake news, em procedimento separado sob sua relatoria. O presidente do STF ressaltou a importância de garantir responsabilidade e respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.
Após receber as manifestações, Fachin terá diferentes opções para conduzir o caso, buscando garantir a integridade do funcionamento da Corte.




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