O Departamento de Estado dos Estados Unidos informou ao Metrópoles que a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas não concede novas autoridades militares para as Forças Armadas americanas atuarem no Brasil.
Segundo um porta-voz do órgão, essa designação não altera as capacidades de ação militar já existentes das Forças Armadas dos EUA.
A declaração foi dada após questionamentos ao Departamento de Estado sobre as palavras do secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, feitas em 13 de agosto, durante visita ao Panamá. Hegseth afirmou que grupos classificados como terroristas podem ser considerados “alvos legítimos” em operações conjuntas com países da região.
Essa fala gerou dúvidas sobre o impacto da nomeação do PCC e do CV como organizações terroristas, especialmente frente à estratégia do governo de Donald Trump de intensificar ações contra o narcotráfico na América Latina.
No Panamá, o secretário citou grupos como dissidentes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e o Exército de Libertação Nacional (ELN), mas também estendeu a declaração para outras organizações terroristas reconhecidas pelos EUA.
Hegseth afirmou: “Organizações terroristas designadas, com governos parceiros, serão alvos legítimos do governo dos Estados Unidos.”
Na data anterior, ele também indicou que Washington poderá realizar operações terrestres contra grupos narcoterroristas, como continuação das ações marítimas contra embarcações suspeitas de envolvimento com o tráfico de drogas.
O secretário ressaltou que as operações ocorrerão “onde quer que” atuem organizações que trafiquem drogas ou representem ameaça aos EUA e seus aliados, comparando essas organizações a grupos como ISIS e Al-Qaeda.
Entretanto, o fato de o PCC e o CV estarem sediados no Brasil, que não faz parte da coalizão de países parceiros de Washington, causou preocupação sobre eventuais ações militares no território brasileiro.




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