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Estatais federais registram déficit de R$ 8,3 bilhões nos sete primeiros meses

Estatais federais registram déficit de R$ 8,3 bilhões nos sete primeiros meses
Foto: Reprodução/TV Globo

As empresas estatais federais apresentaram um déficit de R$ 476 milhões no mês de julho de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) no Boletim de Estatísticas Fiscais. No acumulado do ano, o rombo já soma R$ 8,3 bilhões.

Embora o déficit de julho seja menor do que nos mesmos meses dos anos anteriores, 2024 e 2025, respectivamente, ainda indica desafios para as finanças dessas estatais.

Em julho, o prejuízo total das estatais chegou a R$ 1,1 bilhão, sendo R$ 476 milhões das empresas federais, R$ 653 milhões das estaduais e um superávit de R$ 18 milhões nas municipais.

O déficit significa que as despesas superaram as receitas, enquanto o superávit indica o contrário.

O acumulado negativo nas estatais federais no ano se concentrou principalmente no início de 2026, com janeiro registrando um déficit de R$ 3,33 bilhões, o que aponta para uma forte pressão fiscal nos primeiros meses.

A análise mês a mês das estatais federais mostra os seguintes débitos: janeiro, R$ 3,33 bilhões; fevereiro, R$ 829 milhões; março, R$ 249 milhões; abril, R$ 1,53 bilhão; maio, R$ 27 milhões; junho, R$ 1,84 bilhão; e julho, R$ 476 milhões, todos em déficit.

Importante destacar que o levantamento do BC considera apenas empresas estatais federais menores, excluindo grandes companhias como a Petrobras e a Eletrobras, refletindo a situação de empresas com maior fragilidade financeira.

Um dos destaques negativos é a empresa Correios, que fechou 2025 com um prejuízo de R$ 8,5 bilhões. A estatal enfrentou dificuldades financeiras significativas e em 2025 contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões com garantia da União.

Para 2027, os ministérios do Planejamento e Orçamento, da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos e da Comunicação anunciaram um aporte de R$ 6 bilhões para os Correios, que estará incluído no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de 2027 a ser enviado ao Congresso Nacional.

Essa medida busca dar maior estabilidade para a estatal continuar seu plano de reestruturação e recuperar os resultados financeiros.

Apesar dos prejuízos, o custo dos serviços da empresa nos primeiros seis meses de 2026 ficou 14% abaixo do esperado, enquanto o custo com pessoal recuou cerca de 4%, resultado do Plano de Demissão Voluntária. O EBITDA ainda ficou R$ 910 milhões, ou 18%, melhor do que o previsto.

O cenário indica que o processo de recuperação das estatais federais, embora ainda desafiador, está em andamento e conta com apoio governamental para tentar reverter os déficits.

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