Dario Durigan, ministro da Fazenda, destacou nesta sexta-feira (21/8) a importância de o Brasil focar na redução dos juros elevados nos próximos anos. Ele afirmou que os juros altos dificultam a vida das pessoas, especialmente os juros do cartão de crédito, que atingem níveis abusivos.
Segundo Durigan, os juros cobrados em crediários e por fintechs precisam ser revisados. O ministro também destacou que o fim da escala 6×1 deve ser uma prioridade na agenda econômica do país.
Os juros do cartão de crédito chegaram a 442,4% ao ano, de acordo com o relatório recente do Banco Central. A taxa básica de juros, a Selic, atualmente está em 14% ao ano, e é definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central.
O Copom tem reduzido os juros gradualmente, embora a inflação acima da meta e a situação fiscal do Brasil ainda sejam desafios, especialmente em função do impacto das guerras globais.
Durigan explicou que os bancos centrais mundiais aumentam os juros para controlar a inflação decorrente dos choques de preço causados por conflitos internacionais.
Sobre o esforço fiscal, o ministro mencionou que o governo enfrenta críticas devido ao aumento da dívida pública, que atingiu 81,9% do PIB. Para o próximo mandato, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja reeleito, haverá um esforço para melhorar o resultado fiscal e conter o aumento do endividamento.
Durigan enfatizou a importância de um esforço fiscal consistente, semelhante ao que foi feito no atual governo, na ordem de 2% do PIB, para garantir estabilidade e transparência à economia brasileira.




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