O dólar teve alta de 0,32% frente ao real, sendo cotado a R$ 5,19 nesta quinta-feira (20/8). O Ibovespa, principal índice da B3, registrou leve alta de 0,06%, fechando aos 167,9 mil pontos, indicando praticamente estabilidade.
Os mercados cambial e de ações no Brasil acompanharam a tendência global, com o dólar valorizado e as bolsas em queda. O principal fator para esse comportamento foi o aumento da tensão entre os Estados Unidos e o Irã, que resultou na alta do preço do petróleo.
Na quarta-feira (19/8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia contra o Irã, batizada de “Dia D Econômico”. Ele afirmou que qualquer país que apoiar instituições financeiras, empresas, aeroportos ou entidades governamentais do Irã sofrerá graves consequências econômicas.
Essa declaração impulsionou o preço do petróleo, que atingiu o maior valor em mais de três semanas. O barril tipo Brent subiu 2,36%, alcançando US$ 93,78, enquanto o West Texas Intermediate (WTI) avançou 2,89%, a US$ 86,83.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, avançava 0,12%, aos 98,91 pontos. Por outro lado, os principais índices de Nova York caíram, com o S&P 500 recuando 0,69%, o Dow Jones 1,14% e o Nasdaq 0,94%.
Segundo o economista sênior da Nomad, Vitor Kayo, a nova ameaça de Trump trouxe cautela para os mercados globais. Ele destaca que, no Brasil, a preocupação eleitoral também influenciou a pressão sobre o real, enquanto o câmbio refletiu o cenário externo.
Vitor Kayo ressalta que a estabilidade do Ibovespa foi sustentada pela alta das ações de empresas de commodities, com destaque para Petrobras e Vale.
Por sua vez, João Vitor Saccardo, especialista em renda variável da Convexa, observa que apesar da valorização das empresas de petróleo e mineração, as ações de bancos e do setor doméstico caíram devido à aversão ao risco.
Nos juros futuros, Rafael Dadoorian, especialista em renda fixa da mesma corretora, aponta para uma alta próxima a 0,50% nos vencimentos intermediários e longos. Ele atribui esse movimento à preocupação com a inflação e a situação fiscal nos Estados Unidos, especialmente após a ata do Federal Reserve, que deixou em aberto a possibilidade de elevações adicionais dos juros caso a inflação não diminua.




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