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Crise grave no STF preocupa ex-ministros

Crise grave no STF preocupa ex-ministros
Foto: . (Foto: Gustavo Moreno/STF)

Um grupo de 13 ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) enviou uma carta ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, solicitando uma investigação rigorosa sobre a crise institucional envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

Os ex-magistrados classificaram o momento como a crise mais séria já vivida pelo STF e expressaram plena confiança de que Fachin levará o caso ao plenário para análise.

Apesar da gravidade, manifestaram confiança na condução da Corte e pediram a convocação urgente de uma sessão pública para que os fatos sejam apurados de forma transparente e dentro do processo legal.

Segundo a carta, a divulgação de informações relacionadas à crise tem prejudicado a credibilidade e autoridade do STF, afetando também a confiança da população e a estabilidade das instituições democráticas.

O documento foi assinado por ex-presidentes e ministros aposentados do Supremo, entre eles Néri da Silveira, Francisco Rezek, Sydney Sanches, Celso de Mello, Carlos Velloso, Ilmar Galvão, Nelson Jobim, Ellen Gracie, Cezar Peluso, Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Eros Grau e Rosa Weber.

Fachin planeja uma reunião com ministros que já estiveram à frente do STF e que ainda atuam no tribunal, na tentativa de conter a crise. Participarão do encontro reservados os ministros Cármen Lúcia, Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Luiz Fux.

Na última semana, Fachin afirmou que a presidência do STF tomará as medidas adequadas após análise dos fatos, mas não especificou quais ações serão adotadas nem prazos.

O conflito interno se intensificou após a divulgação de relatórios da Polícia Federal que envolvem mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, contendo referências a integrantes do STF e outras autoridades.

Alexandre de Moraes criticou André Mendonça por conduzir a investigação de forma parcial e questionou a atuação da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da União no caso.

Em resposta, André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência Policial, Leandro Almada da Costa, pelos relatórios que monitoravam autoridades, incluindo o próprio ministro.

A crise institucional ganhou grande repercussão e passou a desafiar não só os atos individuais dos ministros, mas também os procedimentos adotados pelo tribunal.

Com informações da CNN Brasil

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