Na manhã desta quinta-feira (10), funcionários da Caixa Econômica Federal iniciaram uma greve nacional por tempo indeterminado. No Banco do Brasil, a paralisação é parcial e ocorre apenas em algumas cidades, de acordo com as bases sindicais que rejeitaram a proposta da categoria.
Segundo a Comissão Executiva dos Empregados da Caixa, mais de 90% dos sindicatos rejeitaram a proposta feita pela instituição, o que resultou na paralisação dos funcionários da Caixa. Entre as principais reivindicações está o plano de assistência médica Saúde Caixa. Outros pontos de divergência incluem a aplicação da Norma Regulamentadora 1 (NR-1), que trata da segurança e saúde no trabalho, e o combate a metas abusivas.
A Caixa anunciou que uma nova rodada de negociações está marcada para esta quinta-feira (10), mas as entidades sindicais orientam a manutenção da greve até que haja avanços. Em comunicado, a instituição afirmou manter o diálogo aberto com os representantes dos empregados para buscar um acordo que satisfaça todas as partes.
De acordo com o Sindicato dos Bancários e Financiários de Curitiba, a adesão à greve na capital e região metropolitana foi significativa. Os grevistas se reuniram nesta quinta na sede da Caixa, localizada na Praça Carlos Gomes.
Já no Banco do Brasil, a paralisação ocorre apenas em Brasília, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Pernambuco e Florianópolis, locais onde as bases sindicais recusaram a proposta de renovação da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT). As demais entidades sindicais aprovaram o acordo, que inclui reajuste salarial e benefícios até agosto de 2028.
Ambos os bancos garantem que mantêm canais digitais e atendimento por meio de aplicativos, internet banking e WhatsApp, para continuar prestando serviços aos clientes durante o período de paralisação.
As negociações envolvem reajuste baseado no Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), com aumento real previsto de 0,6% para os próximos dois anos, incluindo benefícios como vale-refeição, vale-alimentação e participação nos lucros.




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