O ex-governador de Goiás e candidato à Presidência da República, Ronaldo Caiado (PSD), criticou nesta quarta-feira (9) a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o retorno do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, ao cargo. Em publicação no X, Caiado afirmou que o magistrado teria ultrapassado os limites de sua atuação.
A decisão de Dino reverteu o afastamento determinado por André Mendonça, aumentando a tensão no STF.
Caiado afirmou que a postura de Dino ultrapassou todos os limites e que a decisão prejudica a segurança jurídica, classificando a situação como uma ‘Ditadura da Toga’.
A manifestação ocorre em meio a uma nova crise interna no STF envolvendo decisões sobre o comando da Polícia Federal. Além do retorno de Andrei Rodrigues, Dino também determinou a recondução do diretor de Inteligência Policial da corporação, Leandro Almada.
Os dois haviam sido afastados dos seus cargos menos de um dia antes por determinação do ministro André Mendonça. A decisão de Dino reverteu uma medida tomada recentemente dentro da própria Corte.
A nova decisão aumentou o atrito entre os ministros e gerou questionamentos em uma parte do STF sobre a condução do caso. Interlocutores de Mendonça consideram que o Dino extrapolou não apenas a decisão individual do colega, mas também uma determinação relacionada à Segunda Turma do Corte.
Na terça-feira (8), a Advocacia-Geral da União (AGU) apresentou recurso contra a decisão de Mendonça. O presidente do STF, ministro Edson Fachin, ficou responsável por analisar o futuro de Andrei Rodrigues.
Fachin determinou que Mendonça apresentasse manifestação no prazo de 72 horas para dar continuidade à análise do caso, prazo que começou a contar nesta quarta-feira (9).
Diante da decisão de Dino, interlocutores de Mendonça informaram que o ministro procurou Fachin para pedir medidas que restabeleçam a ordem na condução do caso e evitem novos conflitos entre os ministros do STF.
A avaliação no entorno de Mendonça é de que a decisão desta quarta-feira desconsidera o andamento do processo. A Segunda Turma do STF já havia formado maioria sobre o caso, mesmo com pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.




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