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Brics quer facilitar pagamentos e usar moedas digitais

Brics quer facilitar pagamentos e usar moedas digitais
Foto: Ricardo Stuckert / PR

Os países que fazem parte do Brics estão buscando maneiras de tornar os pagamentos entre eles mais fáceis, podendo ligar seus sistemas de transferências rápidas e usar moedas digitais emitidas pelos bancos centrais. A informação foi dada nesta terça-feira (11/8) pelo presidente do Banco Central da Índia, Sanjay Malhotra.

Segundo Malhotra, o objetivo é deixar as operações internacionais mais rápidas e com menos custo. A Índia, que preside o Brics este ano, também quer aumentar o uso das moedas nacionais, como a rúpia, no comércio entre esses países. “Várias opções estão sendo discutidas”, disse o presidente do banco central indiano durante um evento bancário em Mumbai. Entre as possibilidades estão a integração dos sistemas de pagamentos instantâneos e o uso das moedas digitais dos bancos centrais.

Na prática, a ideia é facilitar as transferências entre pessoas e empresas em diferentes países, diminuindo etapas e custos. Hoje, os pagamentos entre países podem envolver vários bancos e sistemas financeiros, o que deixa o processo mais lento e caro.

O Brics foi criado inicialmente por Brasil, Rússia, Índia e China, e depois incluiu a África do Sul. Com o tempo, o grupo cresceu e agora reúne 11 países. Juntos, representam uma parte importante da economia mundial.

Discutir o uso maior das moedas locais e reduzir a dependência do dólar é uma pauta constante no bloco. Esse tema também interessa aos Estados Unidos. O presidente Donald Trump já expressou preocupação, afirmando que uma moeda comum do Brics poderia ameaçar o dólar e defendeu tarifas altas contra países que apoiassem essa ideia.

Mesmo com os debates, o presidente do Banco Central da Índia destacou que as negociações estão em andamento e não existe ainda um modelo pronto para unir os sistemas de pagamento dos países do Brics.

O tema ganhou destaque após o governo indiano rejeitar a proposta de criar uma moeda única para o grupo. Na sexta-feira (7/8), o ministro do Comércio e da Indústria da Índia, Piyush Goyal, afirmou que o país não apoia essa ideia.

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