O Brasil voltou a afirmar a insatisfação com as tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, classificadas como injustas, durante reunião virtual realizada nesta segunda-feira (31). Os encontros tiveram a participação dos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, além de representantes do setor americano, incluindo Jamieson Greer, do departamento de Comércio dos EUA.
Os representantes brasileiros destacaram que as justificativas apresentadas pelo governo americano, que incluem acusações como trabalho forçado, desmatamento e práticas desleais contra empresas locais, não refletem a realidade das práticas brasileiras. Segundo nota conjunta, as tarifas aplicadas são consideradas discriminatórias e incompatíveis com as regras internacionais de comércio.
Apesar das divergências, os dois países concordaram em manter o diálogo aberto, com reuniões técnicas previstas para as próximas semanas para reavaliar as tarifas e discutir avanços nas negociações.
O Palácio do Planalto reforça o compromisso do Brasil em buscar um acordo que seja equilibrado e benéfico para ambos os lados, respeitando o diálogo e a soberania nacional.
Recentemente, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump conversaram por telefone para tratar das tarifas e outros temas relevantes, como o combate ao crime organizado e conflitos internacionais. A ligação, que durou cerca de uma hora e vinte minutos, teve um tom cordial e reforçou a necessidade de manter o comércio entre os países em funcionamento.
Logo após a conversa, o presidente americano anunciou uma medida temporária para permitir a importação de até 300 mil toneladas de carne moída com tarifas reduzidas, beneficiando os consumidores com a oferta ampliada.
Além disso, Trump atribuiu o aumento dos preços da carne bovina a fatores econômicos internos e destacou esforços para incentivar a produção rural nos EUA.




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