O candidato à Presidência da República, Augusto Cury (Avante), criticou a polarização política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). No último sábado (5), durante uma agenda em Araçatuba, interior de São Paulo, ele participou da “carreata da pacificação”.
Augusto Cury defendeu que a campanha eleitoral deve focar em propostas e afirmou que o país precisa superar a divisão entre os grupos ligados a Lula e à família Bolsonaro.
“O Brasil não aguenta mais a polarização insana. Temos que pacificar esse país e focar em projetos, não em ataques pessoais”, disse o candidato.
Governar para todos
Durante o evento, Augusto Cury afirmou que pretende governar para toda a população, sem privilegiar nenhum grupo político. Ele mencionou as famílias do presidente Lula e do ex-presidente Jair Bolsonaro, pai de Flávio Bolsonaro, afirmando que o Brasil não pertence a essas famílias, mas a todos os brasileiros.
“Eu não quero governar para um grupo de pessoas, quero governar para o Brasil. O Brasil não pertence a duas famílias, a família Bolsonaro e a família Lula da Silva. O Brasil pertence a vocês”, declarou.
Discurso de pacificação também para religiões
Além de criticar a polarização política, Augusto Cury ampliou seu discurso de pacificação para o campo religioso durante a carreata em Araçatuba. Ele destacou a importância de incluir pessoas de diferentes crenças, ou mesmo aquelas sem nenhuma religião.
“Agora estamos pensando no Brasil. Quero agradecer a todos os budistas, islamitas, a todos vocês de todas as religiões. Todo mundo entende que esse país precisa ser pacificado. Um abraço especial também a todos os ateus”, afirmou.
Augusto Cury aposta na chamada terceira via para conquistar eleitores que não se identificam nem com Lula nem com o grupo político ligado à família Bolsonaro. Ele vem ganhando espaço em pesquisas eleitorais e é o único nome, além de Lula e Flávio Bolsonaro, a alcançar dois dígitos em levantamentos registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).




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