Sarah Khalifa, apresentadora de televisão no Egito, foi condenada à morte pelo tribunal do Cairo por envolvimento na fabricação e tráfico de drogas sintéticas. Outros 11 acusados receberam a mesma sentença.
As investigações revelaram a apreensão de mais de 750 kg de drogas e matérias-primas em dois apartamentos que funcionavam como laboratórios clandestinos, com insumos importados do exterior.
Foram consideradas no julgamento provas como depoimentos de 20 testemunhas, gravações e vídeos, além da posse ilegal de armas e munições pelos acusados. A sentença recebeu apoio do Grande Mufti do Egito, Nazir Mohammed Ayyad, em 5 de setembro de 2025. Os réus ainda podem recorrer.
Sarah Khalifa negou as acusações e afirmou nunca ter visto drogas antes da apreensão. Seu advogado anunciou a intenção de recorrer da decisão.
A apresentadora é conhecida por comandar o programa policial “Missão Impossível”, que trata de casos de segurança pública. No mesmo processo, sete réus foram absolvidos e nove receberam prisão perpétua.
Além disso, em outro julgamento, Sarah Khalifa e outros envolvidos foram condenados a cinco anos de prisão por sequestro e agressão.
O Egito aplica pena de morte em casos de homicídio premeditado, terrorismo, estupro e tráfico de drogas. Em 2025, foram emitidas 541 sentenças de morte no país, conforme a Comissão Egípcia de Direitos e Liberdades.




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