Davi Alcolumbre, presidente do Senado, fez elogios ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante uma visita em Oiapoque, no Amapá. O encontro marcou a retomada do diálogo entre os dois, após meses de tensão política.
Durante a visita ao navio-sonda da Petrobras, que realiza pesquisas na região da Margem Equatorial, Alcolumbre destacou que Lula “enfrentou tudo e todos” para que o projeto avançasse, agradecendo a defesa do presidente à exploração petrolífera. Ele ressaltou ainda a importância da Petrobras, afirmando que a estatal deve ser orgulho de todos os brasileiros.
O distanciamento entre os líderes durou quase três meses, após atritos relacionados à rejeição da indicação de advogado-geral da União para o Supremo Tribunal Federal (STF). O reatamento do diálogo começou com um jantar na casa do ministro do STF, Alexandre de Moraes, e prosseguiu com um encontro no Palácio da Alvorada, quando o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, classificou a reconciliação como um passo importante para a agenda do governo no Senado.
Alcolumbre afirmou que a conversa tratou da futura relação institucional entre os Poderes e evitou demonstrar excesso de otimismo, embora tenha elogiado o presidente. O senador acompanha, com atenção, as eleições de outubro, buscando a reeleição para a presidência do Senado em 2027, e demonstra preocupação com o crescimento da bancada conservadora.
Apesar da melhora no relacionamento, as prioridades de Lula no Congresso, como a PEC do fim da escala 6×1 e a da Segurança Pública, ainda aguardam avanços na tramitação.
Em seu discurso, Alcolumbre também defendeu a soberania brasileira e alertou contra interferências externas nas decisões do país. Ele posicionou o Congresso ao lado do presidente na defesa dos interesses nacionais.
A visita ocorreu dias após a Petrobras anunciar a identificação de hidrocarbonetos no bloco FZA-M-59, na Bacia da Foz do Amazonas, um indício que pode representar uma futura reserva comercialmente explorável. A presidente da empresa, Magda Chambriard, informou que a produção pode começar em até sete anos.
A exploração petrolífera na Margem Equatorial é uma antiga bandeira de Alcolumbre, que tem o Amapá como base eleitoral. Ele comemorou a descoberta, destacando os anos de luta para garantir o direito de pesquisar as riquezas da região, visando geração de empregos e renda.




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