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Advogado suspeito segue internado após traqueostomia e audiência é adiada

Advogado suspeito segue internado após traqueostomia e audiência é adiada
Foto: Médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, ao lado do companheiro, de 25, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito do feminicídio. Foto: Reprodução/Redes sociais

Um homem de 25 anos suspeito de matar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em Maringá, no Noroeste do Paraná, passou por uma traqueostomia e está impossibilitado de falar. Ele permanece internado na Clínica Médica do Hospital Universitário de Maringá (HUM) e ainda não há previsão de alta.

O estado de saúde do suspeito impactou diretamente no andamento do processo judicial. A audiência de custódia prevista para esta terça-feira (8) foi adiada devido à condição clínica do investigado.

Traqueostomia impede suspeito de depor sobre feminicídio

O procedimento realizado no hospital deixou o homem temporariamente incapaz de se comunicar verbalmente. A defesa informou que aguarda novas informações da equipe médica sobre a evolução do quadro clínico.

Conforme informações da defesa, o suspeito permanece internado na Clínica Médica do HUM, aguardando a liberação de uma vaga na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O advogado do investigado recebeu a informação sobre a necessidade de transferência para a UTI. Estas informações foram divulgadas pelo portal GMC Online, parceiro da Banda B.

O suspeito está hospitalizado desde que foi localizado em Mandaguari, poucas horas após o ocorrido. Na ocasião, ele apresentava diversos ferimentos causados por faca na região do pescoço, momento em que buscou ajuda de uma familiar.

A Polícia Civil ainda investiga a origem dessas lesões. Uma das hipóteses levantadas pelo delegado Adriano Garcia é de que os ferimentos possam ter sido provocados de forma intencional pelo próprio suspeito, possivelmente para dissimular o crime.

Prisão preventiva já foi decretada

Apesar do adiamento da audiência de custódia, a Justiça já decretou a prisão preventiva do suspeito. Assim, quando receber alta hospitalar, ele deverá ser encaminhado ao sistema prisional.

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