O advogado João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, recebeu alta do hospital nesta quinta-feira (10) e foi encaminhado para a Delegacia de Polícia Civil de Maringá, no Paraná. Ele estava internado sob escolta policial desde sábado (5), suspeito de ter matado a médica Gassí Paola de Souza Mazia, de 37 anos, em seu apartamento.
Após deixar o Hospital Universitário de Maringá, João Vitor foi transportado pela Polícia Militar até a delegacia, onde permanece à disposição da Justiça. A prisão em flagrante foi convertida em prisão preventiva após pedido do Ministério Público.
Suspeito foi encontrado com ferimentos após o crime
Segundo a investigação, João Vitor deixou o local do crime e dirigiu até Mandaguari, cidade onde mora sua mãe. Cerca de uma hora e meia depois, ele foi localizado pela polícia apresentando diversas lesões causadas por faca. A origem dessas feridas ainda não foi esclarecida, nem se João Vitor tentou tirar a própria vida.
De acordo com a Polícia Civil do Paraná, o advogado confessou o crime após ser encontrado. Por conta dos ferimentos, recebeu atendimento hospitalar e permaneceu sob escolta até a alta médica.
Detalhes do crime e investigação
A médica Gassí Paola foi encontrada morta em seu apartamento, localizado na Avenida Itororó, zona 2 de Maringá. Ela sofreu golpes de faca. O filho do casal, com cerca de oito meses, estava no imóvel e foi encontrado próximo ao corpo da mãe.
Familiares da vítima e da suspeita mãe de João Vitor acionaram a polícia após ouvirem o bebê chorando e arrombarem a porta do apartamento. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência confirmou a morte da médica, e a Polícia Militar isolou o local para perícia. A Polícia Civil segue investigando a motivação e a dinâmica do crime.
Relacionamento conturbado e desdobramentos
Familiares afirmam que o relacionamento entre João Vitor e Gassí Paola era complicado, tendo passado por separação e retomado recentemente. Vizinhos do condomínio não ouviram barulhos ou brigas no momento do crime.
O carro usado pelo advogado para deixar Maringá foi apreendido e será periciado. João Vitor exercia a função de assessor jurídico na Prefeitura de Marialva, mas foi exonerado do cargo após o ocorrido.
A defesa do advogado foi procurada, mas até a publicação desta matéria não se manifestou.




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