Economia

Setor madeireiro do Paraná enfrenta perdas com tarifa dos EUA

Setor madeireiro do Paraná enfrenta perdas com tarifa dos EUA
Foto: (Foto: José Fernando Ogura/Arquivo AEN)

A confirmação de uma tarifa de 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos gerou preocupação no setor florestal do Paraná. O impacto desta medida, anunciada recentemente, está sendo cuidadosamente avaliado pelas entidades do setor.

O anúncio foi feito pelo presidente norte-americano, Donald Trump, após recomendação do Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA.

Embora a tarifa adicional tenha sido confirmada, existe uma lista de exceções que ainda está sendo analisada pelas associações do setor para determinar quais produtos poderão escapar da nova cobrança.

A Associação Paranaense de Empresas de Base Florestal (APRE Florestas) está realizando uma avaliação técnica detalhada para identificar quais produtos de madeira terão isenção da tarifa. Segundo a entidade, o sistema tarifário utilizado pelos Estados Unidos é complexo, exigindo cuidado antes de qualquer posicionamento definitivo.

Fabio Brun, presidente da APRE Florestas, destacou que a orientação atual é de cautela até que todas as informações sejam confirmadas e o impacto completo da medida seja conhecido. Apenas com essa análise será possível orientar as empresas do setor sobre os próximos passos.

O setor madeireiro vem sofrendo com as medidas tarifárias desde o ano passado e teme que a nova tarifa comprometa a competitividade, a produção e os empregos na região.

Anderson Sartorelli, representante da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), avaliou que a decisão dos EUA causa insegurança para as relações comerciais entre os dois países, mesmo com algumas commodities brasileiras incluídas na lista de exceções. Ele destacou que produtos florestais, essenciais para o Paraná, não foram contemplados.

A Associação Brasileira da Indústria de Madeira Processada Mecanicamente (Abimci) classificou a tarifa como um duro golpe para a indústria nacional. Em nota, a entidade pediu que o governo brasileiro priorize as negociações com os Estados Unidos buscando reverter a medida e preservar a competitividade do setor.

Segundo a Abimci, a nova tarifa dificulta a recuperação da indústria madeireira, colocando em risco investimentos, empregos e a manutenção das relações comerciais com o mercado americano. A associação defende que as discussões sejam conduzidas com base em critérios técnicos e econômicos, mantendo o foco nas questões comerciais e afastando as políticas.

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