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Lula rejeita ajuda estrangeira para eleições

Lula rejeita ajuda estrangeira para eleições
Foto: Ricardo Stuckert

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, afirmou que não aceita apoio externo em sua campanha para a reeleição. Ele mencionou os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Argentina, Javier Milei, dizendo que eles podem fortalecer seus adversários nas eleições de outubro, mas garantiu que eles não vencerão.

Durante discurso na convenção que confirmou a candidatura de Elmano de Freitas à reeleição no Ceará, Lula provocou: “Enquanto eu viver, a extrema direita não governará este país. Quem quiser ajudar, que venha. Se vier o Trump ou o Milei, será bem-vindo.” O presidente enfatizou que a única ajuda que deseja é do povo brasileiro para preservar a democracia.

Essa declaração veio após sinais de interferência dos governos dos Estados Unidos e da Argentina na disputa eleitoral brasileira. Em evento recente, Javier Milei participou da convenção do PL que lançou Flávio Bolsonaro como candidato à Presidência. Além disso, o governo brasileiro negou o visto para dois funcionários ligados a Donald Trump que teriam vindo ao país com a intenção de questionar a segurança das urnas eletrônicas.

Lula também destacou a importância de investir na educação, especialmente em engenharia, matemática e inteligência artificial, para que o Brasil possa competir internacionalmente e superar a influência de países como a China. Segundo ele, isso é essencial para acabar com a arrogância de Trump de se considerar o maior investidor global.

O evento no Ceará busca fortalecer o apoio político na região, que é estratégica para o PT. O estado está sob governo do partido há 12 anos, mas enfrenta forte concorrência do ex-governador Ciro Gomes, do PSDB, que lidera as pesquisas de intenção de voto segundo o levantamento Genial/Quaest divulgado em julho.

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